A adenomiose e a endometriose são duas condições ginecológicas que afetam milhões de mulheres em idade fértil, o que causa sintomas como dor pélvica intensa, sangramentos anormais e impacto significativo na qualidade de vida.
Embora compartilhem semelhanças, como a presença de tecido endometrial fora do local habitual, são doenças distintas e exigem tratamentos específicos para cada condição. Para te ajudar a diferenciar adenomiose e endometriose, neste artigo você vai entender:
- O que é adenomiose e como ela afeta o útero;
- Quais são os principais sintomas e sinais de alerta;
- Como diferenciá-la da endometriose;
- Por que é importante o diagnóstico precoce e quais são as opções de tratamento.
Siga com a leitura para saber tudo sobre endometriose, adenomiose e miomas, manter a sua saúde sempre em boas condições e esclarecer dúvidas acerca de um problema que assola tantas mulheres. Aproveite o conteúdo!
O que é adenomiose: definição e causas mais comuns

A adenomiose é uma condição na qual o tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste a parte interna do útero, cresce para dentro da musculatura uterina (miométrio). Isso provoca um espessamento das paredes do útero, podendo causar dores intensas e aumento do fluxo menstrual.
Embora as causas exatas ainda não sejam completamente compreendidas, os especialistas apontam alguns fatores de risco, tais como:
- Histórico de partos anteriores;
- Cirurgias uterinas prévias (como cesárea ou curetagem);
- Idade entre 35 a 50 anos.
A adenomiose é considerada uma condição benigna, mas que pode acabar trazendo desconfortos severos e dificultando a fertilidade em alguns casos. Por isso, ter um diagnóstico correto é indispensável para procurar o melhor tratamento.
De acordo com a Associação Americana de Ginecologia, os exames de imagem como a ressonância magnética pélvica e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, são os métodos mais eficazes para identificar a adenomiose.
Sintomas da adenomiose: como identificá-la
Os sintomas da adenomiose podem variar de mulher para mulher, mas é comum que alguns sinais sejam semelhantes e devem ser investigados com muita atenção. São eles:
- Dor pélvica crônica, especialmente durante o período da menstruação;
- Sangramento menstrual intenso e prolongado;
- Cólica menstrual severa que piora com o tempo;
- Sensação de pressão na pelve;
- Fadiga e anemia (devido à perda excessiva de sangue);
- Dificuldade para engravidar.
Esses sintomas também são muito comuns a outras condições ginecológicas, o que pode acabar provocando um atraso severo no diagnóstico. Por isso, é indispensável buscar acompanhamento com um especialista.
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O que diferencia a adenomiose da endometriose
Embora possuam características muito parecidas, adenomiose e endometriose são condições distintas. A seguir, explicamos as principais diferenças entre elas.
Localização do tecido endometrial
Na adenomiose, o tecido endometrial cresce dentro do músculo uterino (miométrio). Enquanto isso, na endometriose, o tecido endometrial é encontrado fora do útero, como nos ovários, trompas, bexiga, intestino ou cavidade abdominal.
Sintomas predominantes
A adenomiose tende a causar maior sangramento intenso e aumento do volume uterino. Por sua vez, a endometriose costuma provocar mais dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual e dor intestinal ou urinária, dependendo da localização das lesões.
Diagnóstico
A adenomiose é melhor detectada por ressonância magnética ou ultrassom transvaginal. Já a endometriose, requer a ressonância magnética ou ultrassom com preparo intestinal para mapeamento de endometriose .
De acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine, essas doenças podem coexistir em até 35% dos casos, fazendo com que o diagnóstico seja ainda mais complexo, sendo necessária uma investigação ainda mais aprofundada.
A relação entre adenomiose e endometriose

A adenomiose e endometriose compartilham algumas características em comum: ambas envolvem o crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do seu local habitual, e ambas podem causar dor pélvica crônica, infertilidade e alterações menstruais. No entanto, essas doenças afetam diferentes regiões do corpo e, por isso, precisam de abordagens distintas.
Em alguns casos, as duas condições podem coexistir em uma mesma paciente, fazendo com que o diagnóstico e o tratamento sejam ainda mais desafiadores.
Estudos mostram que cerca de 20% a 35% das mulheres com endometriose também apresentam adenomiose, o que pode intensificar ainda mais os sintomas, interferindo na resposta aos tratamentos comuns.
Essa sobreposição pode trazer confusão não apenas para os profissionais, mas também para os pacientes, tendo em vista que os sintomas podem se agravar ou se manifestar de formas variadas. Por isso, é indispensável contar com uma equipe especializada que saiba identificar as nuances de cada caso.
Como é feito o diagnóstico de adenomiose e endometriose
O diagnóstico dessas doenças exige atenção cuidadosa por parte do ginecologista, pois nem sempre os sintomas são tão evidentes e exclusivos. Além do histórico clínico já apresentado, e dos sinais relatados pela paciente, alguns exames são fundamentais para poder confirmar a presença de adenomiose e/ou endometriose.
Avaliação clínica
O primeiro passo para o diagnóstico é a anamnese detalhada, onde o médico irá investigar:
- Intensidade e padrão das dores menstruais;
- Histórico reprodutivo;
- Presença de sangramentos irregulares ou intensos;
- Sintomas digestivos ou urinários relacionados ao ciclo menstrual.
O exame ginecológico também pode trazer detalhes acerca de alterações no volume e na sensibilidade do útero.
Ultrassom transvaginal com preparo intestinal
É um dos exames mais utilizados e acessíveis, sendo muito útil para detectar lesões de endometriose profunda e alterações uterinas sugestivas de adenomiose, como:
- Espessamento da parede uterina;
- Presença de cistos pequenos na região do miométrio;
- Desorganização da zona juncional endometrial.
O exame deve ser feito por um profissional previamente treinado, que oriente acerca de um preparo intestinal prévio quando houver suspeita de endometriose intestinal.
Ressonância magnética pélvica
A ressonância magnética é altamente eficaz para detectar adenomiose e mapear áreas comprometidas pela endometriose. Ela fornece imagens detalhadas do útero, ovários, ligamentos e trato gastrointestinal, sendo indicada em casos complexos ou quando a ultrassonografia não é conclusiva.
De acordo com a revista científica Radiographics, a ressonância tem alta sensibilidade para adenomiose, principalmente em pacientes com sintomas intensos ou com falhas no tratamento clínico.
Tratamentos possíveis e quando procurar ajuda especializada

O tratamento para adenomiose e endometriose pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas, idade da paciente, desejo de engravidar e presença de outras doenças associadas. Veja as principais opções:
- Tratamento medicamentoso: uso de anticoncepcionais hormonais, progestagênios ou medicamentos que reduzem a atividade hormonal (análogos de GnRH);
- Tratamento cirúrgico: indicado para casos mais severos ou resistentes ao uso de medicamentos. Pode envolver a retirada de lesões de endometriose ou, em determinados casos de adenomiose, até histerectomia (remoção do útero). Habitualmente, não se realiza cirurgia para retirada de adenomiose por se tratar de cirurgia de risco grande para o útero e resultados reprodutivos duvidosos
- Abordagens complementares: fisioterapia pélvica, nutrição especializada, suporte psicológico e controle da dor.
Um especialista deve ser procurado quando os sintomas passam a comprometer a qualidade de vida, persistem mesmo com o uso de medicamentos, estão associados à infertilidade ou causam dor intensa, sangramentos anormais ou suspeita de múltiplas condições associadas.Se você busca diagnóstico preciso e tratamento especializado, agende a sua consulta com a equipe da Endometriose Brasília. Clique aqui e marque agora mesmo!